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Seminário de Responsabilidade Social mostra que parcerias entre ONGs e MPE's são essenciais para o desenvolvimento sustentável do País

A ACEB incentiva os micro e pequenos empresários a avaliar os projetos sociais, pois geram benefícios culturais, ambientais e económicos para todos

No dia 28 de junho, aconteceu, em Taubaté, o 1º SERES – Seminário Empresarial de Responsabilidade Social. A ACEB – Associação Comercial Empresarial do Brasil – patrocinou o evento a fim de apoiar a iniciativa e contribuir com o desenvolvimento do Vale do Paraíba, pois acredita que MPE´s e ONGs devem unir forças para que valores econômicos, sociais e ambientais caminhem juntos.

Durante o evento, quatro palestrantes informaram o público sobre ações e benefícios de empresas, organizações e comunidades trabalharem em parceria. Temas como a sustentabilidade e replicação de projetos foram abordados. Estratégias como sensibilizar as empresas desde a liderança e transformar o pensamento sustentável em competência organizacional para chegar em uma atuação responsável foram ministradas por Vitor Seravalli, diretor do departamento de responsabilidade social do CIESP. “Mais do que planejamento, precisamos de atitudes, baseadas em 4 pilares: lucro, boa equipe, benefícios ao cliente e sustentabilidade”, afirma Seravalli. Mas ele orienta a não pensar em projetos para regiões isoladas. “Não adianta funcionar só aqui, temos que parar de ser egoístas e replicar o projeto, fazer com que se concretize em outros lugares também”, acrescentou Seravalli.

No que diz respeito ao terceiro setor, há diversas contribuições presentes nos dias atuais como, por exemplo, transformação das pessoas de uma comunidade e alertar o governo para encarar a sociedade com compromisso. Também há desafios e, concretizar propósitos de forma coletiva é um deles. “O conjunto dá força ao setor. Um vai puxando o outro, exercendo política no sentido primo da palavra – o de dialogar – e formam uma rede. Então, é só não perder o foco, ter uma liderança eficiente, com visão de futuro, explorar talentos, criar projetos, monitorá-los, reorientá-los quando necessário e compartilhar os resultados”, afirmou Jorge Duarte, gestor de desenvolvimento social do Senac-SP. “Começa numa comunidade e logo toda a cidade, o Estado e o País poderão contribuir para que toda a população seja beneficiada”, afirma Irineu de Ascenção, diretor de relações institucionais da ACEB.

Iniciativas que deram resultado
Casos de empresas bem-sucedidas foram citados durante o evento como, por exemplo, a Suvinil e o Canal Kids. Segundo Seravalli, a marca de tintas substituiu derivados de petróleo por garrafas PET para produção de resina. O canal Kids, por sua vez, pensa em responsabilidade social em âmbito educacional e desenvolveu-se em cima de um marketing social. “Se agregarmos cidadania, reciclagem e igualdade social, desde a infância dos consumidores, colheremos melhores resultados no futuro. Desta forma, a criação de um canal interativo de aprendizado, com personagens e ícones infantis, ensina as crianças a aplicar os conceitos da sustentabilidade no dia-a-dia. Depois, elas transmitem aos pais, irmãos e amigos”, afirma Felipe Neto, diretor cinematográfico e dono do Canal Kids.

Todos ganham com o investimento
Captação de recursos e leis de incentivo também fizeram parte da programação do 1º SERES. “É importante entender sobre elaboração de projetos, o que é viável ou não para a Secretaria da Cultura aprovar. As organizações apresentam a idéia, conseguem o aval e devem selecionar as pessoas interessadas, sejam elas jurídicas ou físicas”, foi o que mostrou Cristiane Olivieri, diretora da Olivieri e Signorelli Advocacia, especialista em consultoria jurídica de cultura e entretenimento. O público, em sua maioria formado por líderes de ONGs e empresários, puderam tirar dúvidas com Cristiane a respeito dos benefícios gerados para ambos os lados. “As duas partes ganham com isso: as organizações porque têm 100% de incentivo quando se trata da área cultural artística, e as empresas, que podem abater o valor no imposto de renda ou no ICMS”, afirmou a especialista.

Assim, ONGs e MPE´s deveriam parar de brigar entre si e unir forças para construir não só uma sociedade que cresce, mas que é capaz de se desenvolver. “Acredito que o Seminário tenha superado a expectativa de todos. Temos muito o que aprender, pois se trata de um processo. Mas o primeiro passo será o relacionamento criado entre as organizações e as empresas. As primeiras criam projetos, com critérios claros, e a segunda investe, avalia o impacto econômico, financeiro, ambiental e social”, afirma Ascenção. “Não adianta uma impor de um lado, a outra fazer pouco caso de outro. Desse jeito não vamos chegar a lugar nenhum. Mas se unirmos as ferramentas, as ideias e firmarmos parcerias, faremos a sociedade caminhar rumo o desenvolvimento sustentável, beneficiando ambos os lados”, conclui Irineu Ascenção, da ACEB.

Consultoria
Para as empresas que desejam começar ou dar continuidade à ações de responsabilidade social, a ACEB disponibiliza consultores contábeis, jurídicos, de marketing, informática, saúde, telefonia, entre outros. Já para as organizações que têm um projeto aprovado, a ACEB pode encaminhá-los aos associados, servindo de ponte entre MPE´s e instituições sociais, ambientais ou culturais. Mais informações, ligue para (11) 2888-4000 ou acesse o site www.aceb.org.br para se associar.

 

 

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