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Semestre fecha com aumento nas vendas

Alguns setores chegaram a crescer 45% e, com o dia dos pais, o comércio deve aquecer ainda mais

O primeiro semestre fecha com chave de ouro para o comércio, pelo menos, no que diz respeito a automóveis e eletrônicos. Em relação aos primeiros seis meses de 2006, as vendas de automóveis aumentaram 25,7% e as de eletrônicos subiram 45%, em São Paulo, segundo a e-bit e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), respectivamente. Em comemoração ao Dia dos Pais, 11 de agosto, a ACEB – Associação Comercial Empresarial do Brasil – recomenda que os empresários do setor comercial aproveitem a frente fria e a data comemorativa para aquecer os seus negócios e os desenvolvam de maneira responsável, adequando-se ao perfil do consumidor para potencializar o lucro.

Se de junho para julho de 2006, as vendas reduziram, mesmo com aumento de 0,9% da confiança do consumidor, passando de 101,0 para 101,9, esse ano a tendência parece ser diferente. Em junho de 2007, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), registrou 130,4 pontos, resultado bem melhor do que no mesmo período do ano anterior. “Além disso, os comerciantes estão atentos às mudanças no setor e se preparam para adaptações nos valores”, afirma Gonçalves.

Esses valores não dizem respeito ao capital, mas sim à moral e à ética da empresa. Entre essas figuras tão importantes para o desenvolvimento econômico do nosso País cresce a preocupação não só com a excelência no atendimento e qualidade dos produtos, mas, também, com o meio ambiente. Os comerciantes têm pensado em desenvolver os negócios de acordo com assuntos ligados à ecologia, à responsabilidade social, agregados ao lucro. “Não dá mais para separar, pois os consumidores estão cada vez mais conscientes. Uma pesquisa do Instituto Ethos mostrou que 78% dos brasileiros preferem produtos e marcas que agem com ética e estão envolvidos em algum projeto social”, afirma o consultor.

Além disso, atividades empresariais como a preocupação ambiental e o combate à corrupção devem movimentar mais de US$ 750 bilhões de dólares no mundo até 2050, segundo informações do relatório produzido pela ONG AccountAbility. “Os comerciantes que não se adequarem a essa nova tendência, não conseguirão competir no mercado e fecharão as portas”, afirma Gonçalves. “Por isso, padarias, lanchonetes e lojas começaram a investir em sacolas biodegradáveis, papel de presente reciclável e lixeiras de coleta seletiva”, exemplifica o consultor.

Brasil: 56º no ranking
“A nação brasileira já deu os primeiros passos para caminhar para essa realidade”, afirma o consultor, referindo-se à idéia anterior. O Brasil é o 56º colocado no quesito competitividade responsável, perdendo para o Chile, Costa Rica, Jamaica, Peru, El Salvador e Colômbia, dentre os países da América Latina, informou a Agência Estado.

“Acredito que podemos superar essa colocação, mas para isso, é preciso atitude. Vamos citar a pirataria como exemplo: já obtivemos bons resultados: 12% a menos de CDs falsificados no comércio brasileiro, entre 2003 e 2005. Porém, é preciso dar continuidade à ação: inserir os desempregados no mercado de trabalho, combater a corrupção fiscal, atingir os consumidores que são adeptos aos camelôs, entre outras estratégias”, aconselha Gonçalves.

Benefícios para ambos
A empresa que consegue desenvolver um planejamento estratégico fundamentado não somente com visão de negócio, mas com preocupação social, cultural e ambiental tem mais chance de sobreviver no mercado. “Contribuindo com creches, orfanatos, ONGs e teatros, reduzindo o consumo de energia, papel, tinta de impressora, entre outras atitudes, as empresas vêem o retorno do investimento, conseguem ganhar credibilidade frente à sociedade e fazem o bem para as gerações futuras”, afirma o consultor. Desta forma, os dois lados ganham: as empresas e a sociedade.

A ACEB deseja um feliz Dia dos Pais, com muitas vendas, giro de capital e incentiva os empresários a aderir à sustentabilidade não só como diferencial no mercado, mas também, para poupar e preservar a geração futura da falta de recursos e desenvolvimento.

WWW.ACEB.ORG.BR