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Taxa Selic
Com a queda de 0,5% há benefícios para a economia do País e para o seu bolso.

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Aproveite a redução de multas e juros e livre-se das dívidas com o Estado.

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11,93% é o valor recorde da taxa Selic, desde 2002

Com a queda dos juros, a ACEB aposta em benefícios econômicos para micro e pequenas empresas

A taxa básica de juros do País, também conhecida como taxa Selic, caiu 0,5% de junho para julho deste ano. A ACEB – Associação Comercial Empresarial do Brasil - acredita que esse fenômeno seja benéfico para a economia da nação, pois diminui as taxas cobradas nos financiamentos, possibilitando aos empresários que façam empréstimos com mais facilidade e, assim, podem fazer novos investimentos. Além disso, a queda da Selic deve auxiliar nas atividades exportadoras, já que a valorização do real prejudicou as exportações.

Nos meses de junho e julho, a taxa Selic anual apresentou valores oficiais de 12,43% e 11,93% respectivamente. Esse é um novo recorde, quando comparados ao mesmo período dos últimos seis anos. “Em 2006, por exemplo, a taxa permaneceu a mesma nos dois meses – 15,17%. E se compararmos com os valores de 2005, veremos que, em junho, o índice era de 19, 76% e, em julho, foi de 19,73%, o que representa queda de 0,03% apenas”, afirma Roberto Gonçalves, consultor contábil da ACEB.

Para o micro e pequeno empresário a redução da taxa significa mais possibilidade de investimento, mas é preciso estar atento. “Como a Selic serve de referência para as demais taxas econômicas do País, os empresários podem fazer empréstimos e financiamentos com mais facilidade, já que os juros vão variar segundo a Selic. Mas devemos lembrar que a taxa não é fixa e de mês em mês sofre alterações, seja para aumentá-la, reduzi-la ou permanecer estável”, explica o consultor.

O consumidor também ganha com o fenômeno, pois “uma vez que os empresários vão aproveitar para aplicar capital em material, equipamentos e afins, a produtividade deve aumentar e, dessa forma, o cliente terá mais opções de escolha, a preços aceitáveis para o bolso”, afirma Gonçalves. Taxa de inadimplência e carga de imposto sobre operações financeiras também caem quando a Selic tem queda. “Essa é o momento apropriado para tentar quitar as dívidas e fazer movimentações bancárias”, aconselha o consultor.

Porém, nem tudo é um mar de rosas quando se trata da taxa Selic. Se por um lado ela contribui, nesse momento, para as exportações, por outro prejudica quem investe em fundos DI, pois a redução da taxa Selic atinge diretamente a rentabilidade dos investimentos, segundo a InfoMoney.

Previsão
Quanto às próximas decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), os valores ainda são incertos. “Acredito que para o desenvolvimento econômico do Brasil o ritmo deve prosseguir o mesmo, com a taxa caindo mais ainda. Mas assim como de julho para agosto de 2002, 2003 e 2006 apresentou redução, no mesmo período, em 2004 e 2005 tivemos aumento. Portanto, precisamos esperar para ver”, finaliza o consultor.

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