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Mulheres empreendedoras Mais do que uma boa colocação nas empresas, elas agora buscam realização profissional através de seu próprio negócio Que as mulheres estão conquistando um espaço cada vez maior na sociedade e no mercado de trabalho não é novidade para ninguém. Preocupadas em adquirir uma formação acadêmica de qualidade, que as possibilite lutar por uma boa colocação em grandes empresas, elas encontram-se cada vez mais preparadas para superar desafios e buscam lugares de destaque na vida profissional. Mas, além desta visibilidade em um ambiente que, até pouco tempo, era ocupado apenas pelos homens, as mulheres vêm buscando destaque também em outro ramo: o empreendedorismo. Segundo dados levantados pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), até 2003 as mulheres representavam 46% dos empreendedores do País. Até 2000, esse percentual atingia 29%. No contexto global, ainda segundo a pesquisa, 30% dos novos empresários do mundo são do sexo feminino. A ACEB – Associação Comercial Empresarial do Brasil – acredita que este número tende a aumentar, pois elas estão começando a valorizar as suas capacidades de forma mais ampla, redescobrindo seu potencial e com isso buscando suas realizações. “Passou o tempo em que a mulher se satisfazia como dona de casa, servindo aos filhos e ao marido. A maioria continua sento ótima mãe e esposa, mas sentindo a necessidade de pensar mais em si própria, descobrir novos desafios, saber até que ponto é possível chegar profissionalmente”, comenta Irineu de Ascenção, diretor de relações institucionais da ACEB. Para o executivo, o empreendedorismo é uma etapa mais avançada, um novo desafio a ser descoberto, uma vez que nas empresas as mulheres já conseguiram provar que têm muito potencial. “A princípio, as mulheres precisavam se adequar ao ambiente corporativo e se igualar à maneira de trabalhar dos homens. Hoje, após terem conquistado seu espaço, elas querem ir além, ter seu próprio negócio e inserir nele sua própria identidade, sua maneira de trabalhar e de liderar”, completa. Muitas iniciam este trabalho após a aposentadoria ou ao perder o emprego. Há algumas características presentes no comportamento das mulheres que podem ajudá-las a se destacar ainda mais neste segmento: a afetividade (exigente mas, ao mesmo tempo, gentil); a organização (na seqüência das ações: começo, meio e fim) e a flexibilidade (por estar acostumada a cumprir vários papéis).
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