Abril/2008
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Acordo Comercial


Removendo barreiras

EUA querem que suas relações comerciais com o Brasil sejam mais 'vibrantes'

Os EUA são os maiores parceiros do Brasil no que diz respeito às importações e exportações. Porém, houve queda na participação do país norte-americano em relação às vendas externas: de 25% em 2001 para 15% em 2007. As exportações do Brasil para a maior potência do planeta cresceram só 2% no ano passado, abaixo dos 17% dos embarques totais. Já as importações provenientes dos EUA avançaram cerca de 28% no ano passado.

Em recente visita ao Brasil, o secretário-assistente de Comércio dos Estados Unidos, David Bohigian, sugeriu que “as duas maiores potências do continente deveriam remover barreiras, para vender mais e tornar mais ‘vibrante’ sua relação comercial, que já experimentou dias melhores.” Durante a reunião com funcionários do governo e empresários, Bohigian deixou claro que as intenções dos EUA é firmar uma acordo bilateral, e não envolvendo todo o Mercosul. Segundo ele, tanto o Brasil quanto os EUA comercializam produtos de alto valor agregado. Por isso, uma parceria entre ambos pode significar no impulso da economia norte-americana neste momento de crise.

“Exportar para os EUA é algo positivo para a economia do país e, principalmente, para as indústrias nacionais. Porém, o governo brasileiro precisa ficar atento a suas necessidades e não deixar de defender seus próprios interesses”, afirma Irineu de Ascenção, diretor de relações institucionais da ACEB. Para o diretor, uma parceria só é interessante quando positiva para os dois lados, na mesma proporção. “Se a economia brasileira for impulsionada tanto quanto deve acontecer com a americana, o acordo será excelente para os dois países”, completa.

E não apenas as grandes indústrias poderão ser beneficiadas com o estreitamento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O funcionário americano também trouxe com ele discussões sobre facilitação de comércio, empreendedorismo e ‘venture capital’. Bohigian se reuniu com um pequeno grupo de investidores de venture capital, para sugerir regras para os governos de Brasil e EUA. Os investidores de venture capital apóiam empresas iniciantes, que, muitas vezes, não passam de boas idéias. É uma aposta de alto risco e excelente retorno. “Se esta proposta se concretizar, será uma excelente oportunidade de empreendedores de todo o país colocar em prática o que vem sendo almejado há algum tempo, porém ser dispôr de recursos necessários”, prevê Ascenção.