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Negóciosquinta-feira, 04 de março de 2010
Encontro no Rio discute oportunidades para MPE na Copa
Sebrae, Fifa e outras entidades debatem o potencial econômico do grande evento do futebol para as cidades-sede e o Brasil no torneio de 2014Regina Mamede
Rio de Janeiro - Detectar oportunidades, definir planejamento e estabelecer ações para potencializar ao máximo as oportunidades do maior evento esportivo do planeta. Com esses objetivos, o Sebrae promove no Rio de Janeiro até esta quarta-feira (3) um encontro com entidades como a Federação Internacional de Futebol (Fifa) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A ação faz parte do Programa Nacional da Atuação do Sistema Sebrae para a Copa 2014. As discussões acontecem no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), do Sebrae no Rio de Janeiro, na Praça Tiradentes, no centro da capital carioca.
Com o estudo 'Desenvolvimento Turístico dos Destinos Indutores Candidatos à Cidade Sede da Copa do Mundo 2014', técnicos da FGV mostraram no encontro uma radiografia das cidades que queriam sediar os jogos. A pesquisa, encomendada pelo Ministério do Turismo no final de 2008, incluiu itens como oferta hoteleira, segurança, infra-estrutura aérea, portuária e rodoviária, urbanização das cidades, atrações turísticas e potencialidades do entorno dos municípios.
Rio de Janeiro e São Paulo foram as melhores pontuadas, mas, em uma escala de 1 a 5,nenhuma delas recebeu nota máxima. A qualidade e a quantidade da hospedagem, idiomas e deslocamento foram considerados os principais desafios.
Imagem do país
Segundo as instituições presentes ao encontro, a Copa do Mundo representa uma excelente oportunidade para se promover a imagem do Brasil, com enorme visibilidade na mídia. Segundo os participantes, a Copa tem o potencial de acelerar a execução de investimentos de infra-estrutura e aumentar o número de turistas.
Só para o período do grande evento esportivo de 2014, esperam-se cerca de 500 mil visitantes no Brasil, não necessariamente apenas para assistir aos jogos. Embora seja promovida pela Fifa, a Copa envolve investimentos privados e governamentais em larga escala.
As primeiras estimativas projetam investimentos de R$ 30 bilhões. Deste total, o governo federal já se comprometeu em investir R$ 4 bilhões apenas no setor do turismo. Conforme as entidades participantes do encontro, para as micro e pequenas empresas isso representa uma excelente oportunidade de negócios.
"Os desafios são enormes mas interessantes e podem alavancar negócios em diferentes setores como a tecnologia da informação e a operação do receptivo. O efeito multiplicador da Copa é enorme e trabalhamos para fortalecer o conhecimento, desenvolver os projetos e mapear as oportunidades para potencializar a chance de negócios das micro e pequenas empresas", afirmou o coordenador nacional dos projetos de Turismo do Sebrae, Dival Schmidt.
Projeto Souvenir
O estudo da cadeia produtva foi uma das sugestões apresentadas no encontro. Para o coordenador do Núcleo de Turismo da FGV, Luís Gustavo Barbosa, embora o evento seja privado, organizado pela Fifa, ele atrai a atenção de grandes empresas do mercado nacional e internacional. Mas isso não representa a exclusão das MPE e para identificar as chances é preciso mapear as oportunidades.
Na construção dos estádios, por exemplo, onde atuam as grandes empreiteiras, há inúmeras possibilidades de fornecimento de produtos e serviços. "A Copa está próxima e há muito o que fazer. O evento é potencializador. Torna-se necessário identificar o mapa das oportunidades", reforçou Barbosa.
O Projeto Souvenir Carioca, do Sebrae-RJ, foi considerado como outro bom exemplo do aproveitamento das oportunidades, inserindo nesse contexto grupos produtivos. A iniciativa envolve comunidades de artesãos de baixa renda que promovem a diversificação dos ícones culturais do Rio. Para Schmidt, isso representa mais do que "fazer miniaturas do Cristo Redentor ou da Catedral de Brasília, mas criar uma relação de produtos que representem a chance do turista de se relacionar com a cidade que visita".
Segundo Dival, o Sebrae atua não só pelo aperfeiçoamento da produção, mas sobretudo pela criação e consolidação de mecanismos adequados de comercialização. "Precisamos aproveitar o processo de qualificação para integrá-lo a este cenário maior e que vai ficar como um legado para todos os setores", avalia Schmidt.
À tarde, das 14h às 17h30, o evento encerra com uma exposição de Paul Whelan, da Match Consultoria. A Match atua como operadora da Fifa responsável por todo o esquema de hospedagem da Copa de 2014.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias
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