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Políticaquinta-feira, 04 de março de 2010
Marina Silva diz que possível licenciamento de Lula para campanha de Dilma demonstra 'uma certa insegurança'
Cássio Bruno RIO - A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, comentou nesta quinta-feira que a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende se licenciar do cargo nos meses de agosto e setembro para participar ativamente da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência. Marina afirmou, antes de participar de um seminário no Rio de Janeiro, que a iniciativa demonstra "uma certa insegurança".
- Liberar um país como o Brasil da Presidência da República requer uma afirmação dos postulantes a essa liderança e isso não é algo para deixar para depois de ganhar as eleições. O momento de ganhar as eleições é o momento dessa liderança e isso confirma talvez uma certa insegurança no processo político - disse ela.
Marina falou também sobre a demora do governador de São Paulo, José Serra, em assumir a pré-candidatura à Presidência. Na quarta-feira, antes de participar de um evento no Congresso, Serra se recusou a falar quando lançaria sua candidatura.
- Cada um vai trabalhar de acordo com a estratégia que tem ou não tem. Eu sempre brinco: bicho de perna curta corre na frente. Então, por isso temos observado a lei e estamos tentando adiantar o nosso serviço (estrutura de campanha).
Quando o assunto foi a proposta do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que prevê aumento do benefício do Bolsa Família para famílias em que as crianças tenham um bom desempenho escolar, Marina preferiu não criar polêmicas:
- O Bolsa Família não pode ser um filho de si mesmo. Tem que combinar duas coisas: a distribuição do benefício e a geração de oportunidades. Os projetos sociais do governo devem ser mantidos, mas combinando outras ações voltadas para educação.
Sobre a resistência do PV ao nome do ex-prefeito Cesar Maia como pré-candidato ao Senado pelo DEM, a pré-candidata afirmou que essa é uma discussão do PV do Rio. Na coligação montada para o estado, o PV ficaria com a indicação de Fernando Gabeira para disputar o governo do estado, o PSDB indicaria o vice de Gabeira e o DEM e o PPS indicariam os candidatos que disputariam uma vaga no Senado. No entanto, o presidente do Diretório do PV no Rio, Alfredo Sirkis, resiste a indicação de Cesar Maia como o candidato do DEM a uma vaga no Senado.
- Acredito que eles vão encontrar o caminho. É lógico que há um esforço para poder viabilizar a candidatura ao senado da vereadora Aspásia Camargo. A orientação nacional é para que tenhamos palanques em todos os estados, exceto no Acre, onde nós apoiaremos o senador Tião Viana. No Rio é uma situação particular. Acreditamos que vai se encontrar o melhor caminho ou a melhor maneira de caminhar - afirmou Marina.
Fonte: Globo Online - RJ
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